Deu à luz na rua, em Londres. A maternidade disse-lhe que ainda não era “a hora dela”

Os responsáveis do hospital University College London Hospital, em Londres, no Reino Unido, responderam a Lizzie Hines, quando esta se dirigiu a estes serviços, que o seu trabalho de parto “não estava avançado o suficiente para dar entrada…”

Resultado: a mulher teve o bebé na rua, e está agora a tentar identificar o estranho que lhe deu o lenço para embrulhar o seu bebé, para que se pudesse proteger do frio!

Grávida, em final de termo, esta mulher viu-se obrigada a ter o seu bebe no meio de uma rua central da capital britânica, depois de ver recusada a sua entrada na maternidade de um hospital.

Louis, o filho, nasceu, então, às portas da estação de metro Tottenham Court Road, há um ano.

Depois de se dirigir aos serviços de maternidade do University College London Hospital, foi-lhe dito que, por estar apenas há duas horas e meia em trabalho de parto, não podia, ainda, ser admitida no hospital. Meia hora depois, o bebé Louis nascia!

Numa declaração oficial, o hospital pediu desculpa a Lizzie Hines, confessando que os seus membros fizeram uma “má decisão”.

Agora, um ano mais tarde, a mãe divulgou a história do nascimento de Louis no Facebook, na tentativa de encontrar o estranho que lhe emprestou um lenço, para que o recém-nascido não passasse frio.

“Queria agradecer, não só a ele, mas a todas as pessoas que me ajudaram e que estiveram ali comigo, na rua. Queria agradecer a sua bondade e gentileza”, refere a mãe, em declarações ao BuzzFeed News, acrescentando: “Há algo de especial em partilhar estes momentos tão preciosos com estranhos. Especialmente, quando eles largam tudo para nos ajudar e quando sentimos que estão ali para nós, verdadeiramente. Gostava que todos eles soubessem que o Louis está bem de saúde. Ele é o menino gorducho e saudável que se espera de um bebé!”

Lizzie Hines referiu, entretanto, que a maternidade lhe respondeu para voltar num prazo de seis horas ou mais.

“Mas sabíamos que não duraria tanto… O meu marido foi tentar encontrar um hotel perto do hospital, para eu ficar. Estávamos há trinta minutos na rua quando me começaram a dar dores… Tentámos correr, de novo, para o hospital, mas não conseguimos chegar a tempo!”, explica Lizzie.

Sabendo que as contrações estavam a durar pouco tempo, o marido de Lizzie sentou-a no chão e tentou pegá-la ao colo, até ao hospital, mas não conseguiu…

“Eu sabia que estava ali sentada no chão para ter o meu bebe, já não conseguia sair dali. Não conseguia falar, sequer!”, refere Lizzie.

Por essa altura, já uma multidão rodeava o casal, incluindo um médico que se encontrava de folga e que – segundo refere Lizzie – foi extremamente atencioso.

“Quando o Louis estava a nascer, eu estava em pijama e descalça, mas julgo que ninguém se apercebeu… De repente, eu gritei: ‘Ele está aqui!’ E uma mulher disse: ‘Não se preocupe, que nós levamo-la ao hospital, antes que ele nasça!’ E eu voltei a gritar: ‘Não está a perceber… Ele está aqui!’ Abriram o meu pijama e ele já estava com a cabeça de fora, a chorar! E alguém na multidão gritou: ‘É um milagre de Natal!’.”

O casal e o bebé foram, depois, admitidos no hospital, onde se verificou que os dois estavam bem.

Lizzie explicou, entretanto, que o hospital pediu desculpa, quando os admitiu, e que acrescentou que, regra geral, as mulheres quando vão para casa conseguem um trabalho de parto mais rápido.

“Eu entendo que seja uma decisão difícil de fazer, mas julgo que é uma política interna que deve ser reavaliada. É uma altura de grande vulnerabilidade. Seria fantástico se as mulheres que entrassem em trabalho de parto pudessem todas estar em segurança e confortáveis, no hospital, se fosse essa a sua vontade”, diz Lizze.

Um ano mais tarde, a mãe refere que considera “um ato maravilhoso e de uma grande bondade”, o de um estranho entregar o sue lenço para que um bebé – completamente estranho – possa permanecer quente.

Mas que se arrepende, com todo o drama da situação, de não ter ficado com o nome e o contacto desta pessoa:

“Adoro que a primeira coisa que o pequeno corpo rosadinho do meu filho se tenha embrulhado tenha sido algo vindo de um estranho para que ficasse quente, é uma forma linda de vir ao mundo!”, refere a mãe.

Entretanto, um porta-voz do hospital referiu, em declarações ao BuzzFeed Nes: “Depois da senhora Elizabeth Hines dar à luz, iniciámos um processo de investigação sobre trabalhos de parto, para que este tipo de situações não voltassem a acontecer. Pedimos também um pedido de desculpas oficiais à senhora Elizabeth Hines.”

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